Crônicas subterrâneas

Sexto jogo, 23/11/2008

Thurit´zin, unicórnios e a proposta de Radaene.

Após lamentarem a perda de Edrikiel e Ilure, pouco havia para se fazer a não ser continuar o caminho. Ainda mais com o fato de mais Kuo-toas surgirem por uma passagem secreta próxima e espreitarem nas águas.

O grupo seguiu adiante e não demorou muito para chegarem na abertura marcada com um X
em seu mapa. Procuraram em volta e logo uma voz se comunicou mentalmente com Lino, perguntando porque eles estavam ali.

Lino anunciou suas intenções e logo um homem de aparência Élfica surgiu. Com belos cabelos azulados e modos nobres, ele se dirigiu a eles, questionando sua presença. Lino mencionou a carta que viera entregar, mas o homem estranhou muito receber uma carta. Quando o Halfling mencionou que a carta viera de Drows da casa Mezereck, o homem se assustou.

Mas era tarde demais.

Alvejado por várias flechas envenenadas, atiradas por arqueiros Drows que vieram por um portal próximo, a criatura rapidamente caiu ao chão sem vida, revelando então sua verdadeira forma: um Unicórnio.

O grupo se assustou com a velocidade que os Drows surgiram pelo portal, mas Lino foi o mais afetado, pois uma criatura conhecida por sua bondade excessiva foi morta em sua frente, por um plano no qual ele fez parte, ainda que indiretamente.

A Drow responsável pelo ataque explicou friamente a eles que o unicórnio ficara preso nos subterrâneos devido ao poder do faerzress. No entanto, os Drows não conseguiam se aproximar da criatura, que conseguia sentir a maldade pertinente as pessoas que dele se aproximavam. Lino, como um Paladino, fez com que a criatura não temesse a eles, e agora ela estava ali no chão, morta. A Drow responsável ainda mencionou que tirariam o chifre e parte da cabeça da criatura para ser usado em experiências, aumentando ainda mais o tormento de Lino, que não sabia o que fazer. Ela lhes pagou como prometido, além de deixar aberto um portal para voltarem para a cidade.

Mediante o ocorrido, não havia mais nada a se fazer, já que haviam muitos Drows. Voltaram para a cidade, decididos a não fazerem mais acordo com as Casas.

Estavam em frente a taverna, ainda confusos, quando Lino conheceu o minotauro Barlon, que trabalhava para um Drow, que ele dizia ser um dos poucos com honra. Barlon fora salvo da escravidão forçada por este Drow e, desde então, trabalhava para o Elfo Negro. Decidiram conhecer o Drow, mas não antes de Lino ser abordado de forma estranha por uma criatura com aparência demoníaca, que procurava por um Paladino para ajudar um outro Paladino, preso em algum lugar. Apesar de desconfiado, Lino decidiu dar uma chance a criatura e acabou conhecendo o Paladino Lura, Elfo servo da Deusa Drow Elistraee, que decidiu seguir viagem com eles. A criatura acabou se revelando como uma imagem de Chauntea, que desapareceu sem deixar vestígios.

Conheceram então o empregador de Barlon, Thurit’zin, o mercador de itens mágicos, que lhes ofereceu passagem em sua caravana em troca de ajudarem a combater as criaturas que lhes atacassem. Lino confiou no Drow e aceitaram sua oferta. Thurit’zin estava libertando um de seus mercenários, Barbáris, que decidiu seguir com o grupo. Seguiram viagem.

Em sua caravana, o Drow levava variados mercenários que trabalhavam para ele há algum tempo: Alguns Ogros, um estranho e silencioso anão careca, um homem coberto por mantos e uma Maga que utilizava magias de fogo.

Seguiram com a caravana até uma outra cidade Drow não muito distante, passando por um ou outro empecilho no caminho. Numa das vezes, o mercador negociou tranquilamente com um enorme Dragão, para poder passar por suas terras, o que rendeu a Dorbaldor mais um mistério, já que a criatura parecia conhecer Sanar, embora não parecesse tê-lo em boa conta…

Quando chegaram na cidade, acabaram por encontrar por lá uma cena diferente: Sitiada, a pequena cidade estava cercada por inúmeros mercenários comandados por alguma pessoa numa carruagem próxima, mas que não podia ser vista. Alguns destes mercenários vieram conversar com o mercador, incluindo os irmãos Emarak e Thanarak, que procuravam cura mágica e acabaram sendo curados por Lura. Ofereceram ao Paladino sua gratidão, e contaram ao grupo que vinham de um estranho lugar chamado de Cidade das Sombras.

As negociações do contratador misterioso e os Drows da cidade acabaram não senso muito boas e uma grande batalha começou, envolvendo Magos, mercenários, Golens, Elementais conjurados e até mesmo Dragões. Com tamanho poder, não demorou muito para que a cidade Drow fosse vencida e subjugada pelo misterioso contratador. Não havia muito para se fazer numa cidade destroçada pela batalha de grandes proporções, por isso Thurit’zin decidiu seguir para outra cidade. Antes, no entanto, um de seus mercenários capturou uma Drow que tentava fugir do cerco feito a cidade se escondendo em sua caravana. A jovem e furtiva Drow se apresentou como Sadelha, e cativou o Paladino Lura, embora, mesmo fugitiva, ela não fosse devota de Elistraee, algo que ele pretendia mudar…

A caravana seguiu por mais alguns dias, até chegar a uma outra cidade que, de acordo com Thurit’zin, era muito mais tolerante a aventureiros do que as outras que tinham passado, o que de certa forma aliviou um pouco a todos.

Entraram na cidade sem muita dificuldade, mas as carruagens precisavam ser deixadas próximas a entrada. Seguiram a pé até a taverna, enquanto o mercador iria encontrar algumas pessoas em específico. Nas andanças da caravana, o mercador também disse que tentaria encontrar um Rastreador Subterrâneo, um especialista que conhecia muitos fungos e talvez fosse capaz de dar a eles um dos ingredientes da lista de componentes mágicos que traziam de Nadamir.

Foi só então que puderam saber as horas, já que a cidade possuía um método estranho de marcar o tempo, utilizando meios mágicos. Puderam também descansar numa boa cama sem assombros, o que melhorou ainda mais o ânimo do grupo. Foram avisados pela Maga do fogo que Thurit’zin tinha conseguido bons negócios e que iria permanecer por pelo menos mais um dia na cidade. Para auxiliá-los, ele tinha conseguido também encontrar um Rastreador Subterrâneo, como mencionara, e o grupo decidiu então contactá-lo para conseguirem mais informações sobre onde estavam.

O rastreador era o Meio-elfo Oroídh, que estava bajulando uma Tiefling numa outra Taverna. Descontraído e simpático, Oroídh contou a eles um pouco dos subterrâneos, mencionando que, se queriam sair dali, uma boa idéia seria chegar à grande cidade de Menzoberranzan, embora ela estivesse ainda bem longe de onde estavam. Apesar disso, ele não conhecia o caminho até lá, pelo menos não completamente.

Oroídh mencionou a possibilidade de encontrar o fungo mencionado na lista de Nadamir, mas confessou que uma “amiga”, que era uma grande Maga, poderia lhes falar melhor sobre estes componentes, embora sua casa fosse um pouco distante dali. Poderia levá-los até ela, se quisessem, o que aceitaram.

Passaram por alguns perigos para chegar até a escondida torre da Maga, que os convidou a entrar. A torre era um lugar aconchegante, com tapeçarias, um leve perfume e sofás, além de uma gostosa música que vinha de algum lugar. Pouco tempo depois, a maga se apresentou.

Vestida com trajes sumários de ricos detalhes que delineavam um belo corpo, a mulher se apresentou como Radaene. Com longos cabelos prateados e pele morena, Radaene pareceu um pouco incomodada com a presença deles, mas logo se acostumou, embora parecesse nutrir certo desentendimento com Oroídh. Pouco tempo antes de entrarem, ele confessou a eles que ela na verdade é uma Dragoa, o que deixou o grupo com algum receio. Mas era tarde demais para voltar atrás.

Apesar de um pouco orgulhosa de sua herança e poderes, Radaene no entanto se revelou prestativa. Explicou um pouco mais sobre os subterrâneos, sobre a volta para a superfície e os componentes mágicos que procuravam. Não conhecia o Mago Sanar, mas já tinha ouvido falar nele antes, embora não pudesse oferecer muito conhecimento sobre o assunto. Até mesmo deu um machado mágico para Barbáris, mediante alguns favores que ainda iria pedir.

Radaene também ofereceu um dos ingredientes a eles, caso aceitassem fazer alguns trabalhos para ela. Lino não sentiu maldade na orgulhosa Dragoa, e decidiram então oferecer ajuda, embora ela não dissesse exatamente o que queria que fizessem. Prometeu, no entanto, contactá-los em breve com mais detalhes, dando a eles um anel que permitia que ela soubesse onde estavam.

Apesar de não conhecer Sanar, a Dragoa tinha um bom conhecimento das artes mágicas, oferecendo a Dorbaldor a possibilidade de treiná-lo para que usasse magias de gelo. O Gnomo ficou em dúvida, já que isso poderia trazer de volta as supostas lembranças de Sanar, o que lhe trazia certo desconforto, já que a história de Sanar ainda tinha muitas partes desconhecidas. Considerando que a Dragoa iria contactá-los mais tarde, deixou para decidir depois, já que ela lhe avisou que seria um longo treinamento, e que seus amigos não poderiam tomar parte dele.

A Dragoa então pediu para que lhe desse licença, para que ela resolvesse “negócios pendentes” com Oroídh. O grupo então saiu da torre e ficou aguardando o retorno do guia.

Com a volta de Oroídh, novas decisões teriam que ser tomadas. Poderiam continuar na caravana com Thurit’zin ou aguardarem notícias de Radaene. Ambos talvez? Novas esperanças surgiam, e quem sabe, uma chance de saírem do subterrâneo também. Mas alguma coisa começava a mudar…

Era estranho, mas de alguma forma o subterrâneo já não parecia tão assustador quanto antes…

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kio

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