Crônicas subterrâneas

Décimo terceiro jogo, 07/06/2009

A estranha cidade dos assassinos.

Após alguma caminhada por cavernas o grupo chegou a uma parede, na qual Firneblin pediu para que aguardassem. Momentos depois, um portal se abriu e criatura disse que deveriam entrar ali para chegar à cidade, alertando-os também que aquele era um portal só de ida, fazendo com que eles tivessem que buscar uma forma de voltar.

Então entraram no portal e logo estavam num pequeno plano onde a grama se estendia até grandes paredes de pedra que circundavam a cidade. Além dela havia apenas poucos quilômetros de grama e uma espessa bruma que circundava todo o pequeno Plano.

Aproximando-se da entrada da cidade, descobriram que ela era vigiada por um grande leão de pedra que era capaz de falar. A criatura os saudou e os avisou das regras da cidade, que consistiam de não mexerem num pequeno jardim no meio da cidade e ficarem atentos as novas regras, que eram afixadas num muro próximo do tal jardim. A criatura também lhes contou que a cidade era dividida em duas facções, ladrões e assassinos e que era regida por Trissis, Além disso, pareceu tentar reconhecer cada um deles e, exceto por Dobaldor, ela revelou que nenhum deles nunca havia estado ali.

Entraram na cidade e viram que ela era dividida em duas partes, claramente delimitando ladrões e assassinos. Não demorou muito para que encontrassem o pequeno e bem cuidado jardim, assim como a parede com as regras da cidade, que consistiam de tabuletas, que diziam o seguinte:

“Ninguém está autorizado a tocar ou causar qualquer dano a árvore de flores vermelhas, que está ao norte da cidade. Aquele que o fizer está sentenciado à morte pelas Damas de Trissis.”

“Ninguém está autorizado a entrar na casa azul. Aquele que o fizer está sentenciado à morte pelas Damas de Trissis.”

“Todas as jóias azuis dentro da cidade devem ser entregues a uma das Damas de Trissis. Qualquer um que for pego com jóias azuis está sentenciado à morte pelas Damas de Trissis.”

“Todos os roubos dentro da cidade, de qualquer tipo, devem ser conhecidos previamente por Drevet, da Facção dos Ladrões. Caso contrário, o ofensor e todos relacionados com o ocorrido estão sentenciados à morte pelas Damas de Trissis.”

Sem saber por onde começar dirigiram-se para a parte dos ladrões, onde inúmeras pessoas de variadas raças pareciam divertir-se numa grande taverna. Além disso, barracas de venda e de estadia podiam ser vistas ao longo de uma praça principal que era bem movimentada. Próximo a esta praça, um leão semelhante ao que encontraram na entrada da cidade estava sobre uma grande coluna de pedra, bem mais alta do que a do leão anterior. Lino tentou falar com a criatura, mas ela não respondeu. Logo um homem vestido com roupas de aventureiro se apresentou a eles como Táris, dizendo que era um guia da cidade.

Táris explicou a eles um pouco sobre as peculiaridades daquela cidade e respondeu a algumas das perguntas do grupo. Ele falou que existe uma espécie de guerra silenciosa entre ladrões e assassinos, além de comentar sobre o peculiar modo de governo de Trissis e suas três Damas. Quando questionado sobre o valor de seus serviços, ele respondeu que aquele era seu trabalho, já que era pago para guiar os recém-chegados para evitar as confusões.

Decidiram então perguntar sobre escravos, já que este era o mais provável destino das três mulheres. Revelando que o comércio de escravos só era realizado na parte dos assassinos, ele os levou para lá e após falarem com um gordo mercador de escravos, este recomendou que falassem com o Capitão Fórgus, um pirata especializado em lidar com escravos com habilidades exóticas. Táris então os levou até a casa dele, curiosamente construída em uma versão miniaturizada de um grande barco. Logo anunciados pelo curioso papagaio de Fórgus, eles então conheceram o capitão, reparando que ele tinha trejeitos estranhos e um espalhafatoso chapéu, ainda que Lino sentisse que ele não era uma pessoa má. Questionado sobre escravas que fossem semelhantes a Dóris, Sedéria e Natana, ele revelou que Dóris tinha sido comprada por Jaila, a líder da Facção dos assassinos, enquanto Sedéria tinha sido comprada por uma estranha criatura de pele azulada e fria. Porém, ele não sabia nada sobre Natana.

Enquanto conversavam, Fórgus lembrou de um estranho fato. A criatura azulada que levou Sedéria deixou um pergaminho com um bilhete, pedindo para que ele o entregasse para um grupo de aventureiros com a descrição exata do grupo, inclusive prevendo o comportamento deles em relação ao capitão. O grupo recebeu o pergaminho e, abrindo-o, viram que ele continha apenas uma palavra estranha, que deveria ser lida em voz alta, embora nenhuma outra instrução fosse dada. Desconfiaram, mas logo Dobaldor leu a palavra, fazendo com que ela sumisse do pergaminho e nada mais acontecesse, o que serviu para os deixarem ainda mais curiosos…

Para conseguirem falar com Jaila era necessário que pagassem para ter uma audiência com ela, o que decidiram fazer para descobrir o paradeiro de Dóris. Enquanto aguardavam para que conseguissem falar com ela, foram abordados por um homem que ofereceu a Dart e Barbárius a oportunidade de servirem como mercenários para Onar, um mercador de escravos que iria fazer uma incursão a um outro Plano para pegar alguns escravos. Apesar de Barbáruis recusar, Dart aceitou a oferta, o que fez com que deixasse Lino preocupado, já que ele era o mais novo do grupo.

Dart seguiu com mais alguns mercenários e Onar, entrando com eles num portal próximo da cidade, o que os levou a um plano com uma selva onde enfrentaram nativos e uma grande criatura, antes de chegar até um grupo de amazonas que traziam alguns homens como escravos.

Enquanto isso, Lino, Barbárius, Dobaldor e os outros conseguiram falar com Jaila, que se revelou uma Elfa ardilosa. Surpreenderam-se também com o fato de Dóris estar protegendo-a, embora ela revelasse a Lino que suas protetoras de elite não costumavam ter vida longa. Através dela, também descobriram que Trissis parecia, de alguma forma, saber sobre as origens de Natana e que ela tinha sido levada pelas Damas, encontrando-se na torre da regente. Contando a ela a história de Dóris e a Elfa aceitou entregá-la de volta se eles trouxessem uma outra mulher com habilidades exóticas de combate, o que os levava de volta a Fórgus.

Voltando para falar novamente com o capitão, reencontraram Dart, que recebeu cinqüenta moedas de ouro pela breve empreitada no outro plano, além de um brinco representando a guilda de Onar, o que o colocava numa posição de prestígio com o mercador. Conversaram novamente com Fórgus e ele revelou que possuía duas escravas (na verdade, três…?) que poderiam atender ao gosto de Jaila.

No entanto, havia outro problema.

Escravas como essas eram caras e o grupo não possuía sequer a metade do valor para poder pagar. Ofereceram então seus serviços e o capitão disse que precisaria voltar ao seu plano em breve para rever sua mulher e filha, além de voltar a navegar. Ele iria em busca de uma outra escrava exótica de difícil acesso e poderia usar a ajuda deles O Capitão explicou que o tempo passaria de forma diferente em Krynn, seu Plano. Em comum acordo então, o grupo decidiu seguir com o capitão.

Estavam então localizadas as três prisioneiras… Mas conseguiria o grupo salvar todas elas?

Comments

kio

I'm sorry, but we no longer support this web browser. Please upgrade your browser or install Chrome or Firefox to enjoy the full functionality of this site.