Crônicas subterrâneas

Décimo-primeiro jogo, 26/04/2009

Um pequeno raio de esperança na escuridão.

Recuperando-se como podiam, logo perceberam que estavam sendo observados. Não demorou muito para que descobrissem que o observador era uma estranha criatura com olhos grandes e asas de mariposa mas, apesar de sua estranha aparência, suas intenções eram boas. A criatura tinha movimentos graciosos e, com sua voz baixa e suave, disse na língua comum que seu nome era Firneblin.

O grupo notou que ele tinha uma companhia curiosa: Uma Drow que parecia não ter mais do que quatro ou cinco anos, que espiava curiosa, abraçada a ele. Ele contou que ela fora encontrada abandonada numa caverna há alguns anos, e se sentiu na obrigação de cuidar de uma criatura tão indefesa, ainda que fosse de uma raça tão odiada.

Firneblin contou que aquela casa onde estavam era conhecida por muitos grupos de mercenários do Subterrâneo, como um local perigoso por atrair poderosos mortos-vivos. Com isso, através de magias de ilusão, conseguiu fazer com que os Elfos Negros deixassem aquele local de terrível fama, ainda que eles tenham levado Dóris, Sedéria e Natana. Firneblin disse que seus poderes não permitiam que lutasse contra um grupo de sete Drows mercenários, mas era capaz de curar parte dos ferimentos do grupo.

O grupo agradeceu, pois sabia que se não fosse pela bondosa criatura eles teriam certamente morrido. Mas o caminho adiante era perigoso e Firneblin ofereceu acompanhá-los a uma cidade próxima, onde pessoas de diferentes raças podiam andar em relativa segurança, considerando que fossem aventureiros de algum poder.

Ele contou que os Drows que os roubaram talvez tivessem ido para uma cidade próxima, acessível apenas por um Portal. Mas também falou que não deveriam ir a essa cidade se não estivessem bem preparados, pois era extremamente perigosa, já que era o lar de inúmeros mercenários, ladrões e assassinos.

Lino questionou sobre o estranho cavalo de pedra e Firneblin disse que ele fora colocado ali por Bania, filha da fantasma Eden, para protegê-la. Ele revelou que o que mantinha Eden como fantasma não era não ter encontrado a filha, mas alguma outra coisa, já que Bania já falara com ela e nada aconteceu. No entanto, ele mencionou que Eden não reconheceu a filha, o que dificultava tudo. Lino se interessou em saber mais sobre Bania e Firneblin disse que podia levá-los até onde ela estava, embora deixasse claro que era um local distante dali.

Ele então os guiou pelas cavernas e, atravessando um portal misterioso, a criatura os deixou próximos da cidade em que estavam, que era onde viram Thurit´zin pela última vez. Firneblin então se despediu, dizendo que não entrava em cidades e que se precisassem dele para guiá-los, bastaria que deixassem alguma oferenda ali onde estavam. Lino e Dobaldor entraram na cidade, deixando os Elfos do lado de fora para não levantarem suspeitas, já que nem mesmo tinham mantos para se cobrir.

Os dois pequenos então começaram a procurar por Thurit´zin mas, apesar de não encontrá-lo, toparam com os dois Ogros que faziam parte da caravana em que estavam. As criaturas, que claramente tinham origens Bárbaras e pouca inteligência, nutriam grande admiração por eles. Dobaldor e Lino não conseguiam entender a língua das criaturas, mas os Ogros deram a eles um grande pedaço de carne que carregavam em suas bolsas. Não entenderam o porquê, mas logo descobriram que ali nos subterrâneos a carne tinha valor maior do que na superfície, o que fez com que a vendessem e conseguisse algum dinheiro. Descobriram também os estranhos nomes dos dois, que na língua comum traduzia-se como “Porrada” e “Porrete”.

Acabaram encontrando também a maga do fogo que fazia parte da caravana, e que só agora lhes revelou seu nome: Rishet. A maga falava a língua dos Ogros e, se comunicando com eles, ajudou também os pequenos a conseguirem comprar equipamentos, emprestando-lhes algum dinheiro no processo.

Após algumas negociações, e as magias de cura de Lino e Eru, estavam agora com roupas e algum equipamento, embora ainda não fosse nem metade do que tinham antes de serem roubados pelos Drows. Com a ajuda de Rishet, descobriram que os Ogros pretendiam procurar mais carne e decidiram seguir com eles.

Porém, acabaram vendo que a decisão não foi das melhores.

Os Ogros eram capazes de enxergar no escuro e não aceitavam que o grupo andasse com qualquer fonte de luz, o que tornava os caminhos ainda mais perigosos. Além disso, as criaturas andavam unicamente em busca de combate, ignorando alguns portais e coisas estranhas que encontraram pelo caminho. O grupo, no entanto, não conseguia encontrar seu caminho de volta sem eles, já que estavam sem Natana, fazendo com que tivessem que seguir as criaturas e ignorar as outras coisas pelo caminho.

Não demorou muito para que os dois Ogros rastreassem alguma coisa grande e, quando o grupo foi perceber, os dois estavam lutando contra um grande Dragão negro. Sem muita escolha, foram ajudá-los e, apesar da batalha ter sido dura, a criatura acabou decidindo fugir, mas não sem antes deixar o grupo bem machucado.

Os Ogros ficaram bem feridos, mas ainda vivos. O grupo então se juntou e analisou que passos deveriam seguir. Estava claro que ainda estavam abalados com os últimos acontecimentos, fazendo com que ficassem sem saber exatamente o que fazer.

E diminuindo a esperança…

Comments

kio

I'm sorry, but we no longer support this web browser. Please upgrade your browser or install Chrome or Firefox to enjoy the full functionality of this site.