Crônicas subterrâneas

Sétimo jogo, 30/11/2008

A fantástica história de Natana.

Após alguns minutos, Oroídh surgiu novamente de dentro da Torre, e então, abrindo uma passagem secreta próxima a parte de trás da torre, eles iniciaram a jornada de volta para a cidade onde estavam.

No caminho, perigos aguardavam os aventureiros. Uma enorme e estranha aranha com sangue ácido bloqueou o caminho e o combate foi necessário. Sem muitos danos, prosseguiram e lidaram ainda com uma tribo de Trogloditas e uma enorme centopéia gigante, que graças ao machado de Barbarius, preferiu fugir do que se alimentar deles.

No entanto, atrás da centopéia, um grupo de bandidos Drow aguardava e cobraram dinheiro deles para que passassem. Barbárius avançou com fúria contra eles mas recebeu uma flechada com um potente veneno e caiu desacordado. Sem pensar muito, Eru ofereceu aos bandidos algumas jóias que possuía, e eles se foram, deixando o grupo sem maiores danos.

Barbárius acordaria poucos minutos depois, sem saber direito o que aconteceu, já que entrou numa fúria cega para matar a enorme centopéia. Enquanto isso, Dorbaldor avistou uma enorme criatura se aproximando ao longe, e o grupo decidiu seguir em frente sem esperar muito para ver o que era.

Mais algumas horas de caminhada ainda seriam necessárias para voltar até a cidade, passando por cavernas estreitas, fungos perigosos e criaturas desconhecidas que se refugiavam nas sombras. Porém, com o uso do poderoso anel que recebera, Dorbaldor logo notou que existiam mais portais ali embaixo do que Oroídh imaginava. Dois deles chamaram a atenção do grupo.

O primeiro portal mostrava um plano em que, ao longe, uma grande cidade se erguia. Iluminada por uma enorme lua, a cidade era, de alguma forma, convidativa. Cogitaram entrar no portal, mas Oroídh os alertou quanto a alguns portais do subterrâneo, que eram apenas de ida. Aliados ao fato de que não faziam idéia de que cidade era aquela, embora Lino reconhecesse que aquela lua definitivamente não era Selune, a possibilidade era literalmente um salto no escuro. Decidiram seguir seu caminho, deixando o portal para trás, embora com alguma curiosidade…

Um outro portal ainda se mostraria para Dorbaldor, mas este mostrava do outro lado um grupo de montanhas num belo dia de verão, com algumas criaturas voando ao longe. Novamente, Oroídh não tinha qualquer conhecimento sobre que lugar poderia ser aquele, e nenhum deles conseguiu ligar a paisagem a qualquer lugar conhecido, então decidiram mais uma vez deixarem a bela vista para trás.

Com mais algumas horas de caminhada e a escalada de uma parede de pedra, chegaram na cidade e encontraram-se novamente com Thurit’zin, que iria partir em algumas horas. Então deram algum dinheiro a Oroídh pelos seus serviços e esperaram pela partida, mas não sem antes Lino comprar uma escrava de um estranho Drow que tinha três meninas como escravas. Com a ajuda de Eru, Lino “comprou” a liberdade da escrava, que apesar de ser incapaz de falar por ter tido sua língua cortada, escreveu a eles seu nome: Esmaim.

Ao longo da viagem, questionaram Thurit’zin sobre os estranhos portais que encontraram. O Drow disse que a cidade poderia ser de um Plano conhecido como Noturnia, onde criminosos de todos os tipos forjaram três cidades que serviam de porto seguro para eles, inclusive criando regras para que convivessem de forma mútua. Thurit’zin não sabia sobre o outro portal, mas disse que ali embaixo realmente havia portais para inúmeros lugares.

Com cerca de um dia de viagem entre cavernas e portais, a caravana chegou a uma outra cidade, maior do que a que estavam. Thurit’zin liberou os mercenários de sua caravana, pagando-lhes e combinando para que se encontrassem novamente em uma semana, caso quisessem continuar trabalhando para ele, o que incluía também o grupo.

Decidiram então continuar a procura pelos componentes mágicos que Nadamir pediu, mas acabaram descobrindo que neste cidade eles também eram caros. Após quase arrumarem confusão com Drows de uma Taverna, se dirigiram a uma outra e foram atendidos por um Tiefling estranho e um Orc atrapalhado. Lino perguntou ao Tiefling sobre guias para os subterrâneos, e a criatura prometeu trazer um.

Enquanto esperavam, pediram comida e bebida e discutiram sobre o que deveriam fazer. Pelo que sabiam até agora, se conseguissem chegar à cidade de Menzoberranzam, estariam muito próximos da superfície, e haveria pouca dificuldade em sair dos subterrâneos. No entanto, Radaene ainda não tinha se manifestado e não possuíam todos os componentes mágicos que Nadamir pediu a eles. De fato, tinham poucas pistas sobre como sequer voltar até a torre de Nadamir, o que dificultava ainda mais. Havia também pouca informação sobre a ligação entre o misterioso Sanar e o Gnomo Dorbaldor, embora ainda restasse dúvidas se eles realmente queriam descobrir mais sobre o mago do gelo.

Enquanto discutiam seus rumos, um homem de mantos se aproximou, oferecendo os serviços de um guia. Lino sentiu alguma maldade nele, mas desconfiava que, considerando tudo o que já tinha visto nos subterrâneos, era pouco provável encontrar uma pessoa boa para os guiarem.

Surpreendendo-os porém, o homem não se ofereceu como guia, mas sim os levou até um estranho portal fora da cidade, que dava numa caverna estreita onde, através de um portal com uma ativação misteriosa, eles entraram numa fortificada prisão que parecia estar numa área de magia morta.

O homem levou-os até dois enormes Golens para que se “identificassem”, embora eles não entendessem exatamente o que ocorreu. Depois, os levou até uma das celas, onde uma mulher de cabelos castanhos estava sentada, numa sala selada com barras de energia mágica.

A mulher então se apresentou como Natana, e, mediante a suspeita deles, contou sua história. Ela e outras pessoas estavam presas num pequeno Plano conhecido como Cárcere 6384, mas não tinham cometido crimes. De acordo com Natana, inúmeras pessoas com determinadas habilidades ficavam presas ali até que alguém precisasse delas e desse uma quantia não especificada de dinheiro para os Golens, que então libertavam a pessoa. Essa pessoa então ficava com quem a libertou até que não fosse mais necessária, o que faria com que ela voltasse para a prisão novamente. Recomeçando então o mesmo ciclo.

Natana dizia não fazer idéia de porque aquilo ocorria, mas dizia que era uma “piada dos Deuses”, já que tinha estado ali durante muitos anos sem saber exatamente porquê. De acordo com ela, o segredo estava numa porta atrás dos Golens, mas ninguém nunca conseguiu abrir a tal porta. Ela cobrou a “módica” quantia de oito mil moedas para que guiasse o grupo até a cidade de Menzoberranzam.

O grupo estava dividido quanto a veracidade da história, mas todos ficaram impressionados com ela. Além do fato de que aquela prisão realmente era muito bem construída, de forma que somente poderes arcanos e/ou divinos do mais alto escalão poderiam ter concebido, ou até mesmo os próprios Deuses. Enquanto discutiam, Barbárius foi até os Golens e pagou para que soltassem ela. As barras de energia que a prendiam se abriram e ela, pegando suas coisas, disse para eles: “Vamos?”

Lino e os outros acharam a história fantástica. Mas… Aquilo tudo era realmente verdade?

Logo eles saberiam…

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kio

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