Crônicas subterrâneas

Nono jogo, 21/04/2009

A casa dos mortos-vivos.

O estranho guia os levou por entre as escuras cavernas e, pouco antes de chegarem a seu destino, avistaram uma curiosa cena: Uma estátua de um cavalo era iluminada por um raio de luz que vinha de uma fenda no teto. Ficaram curiosos, mas o guia ignorou por completo a estátua, passando por ela e seguindo o caminho. Dorbaldor apenas teve tempo de subir na estátua, mas acabou não achando nada de estranho, embora isso não fosse suficiente para satisfazer sua curiosidade.

O guia os levou até uma ampla caverna, onde, na parede oposta a entrada, uma grande casa tinha sido feita em meio à rocha, numa provável engenharia Drow. Lino acabou pressentindo uma estranha presença no local.

Entraram na casa após Darth derrubar a porta com algum alarde, o que provocou uma discussão entre o grupo sobre seus métodos impulsivos. Um rugido alto foi ouvido ao longe também, denotando claramente que alguma criatura ouviu o barulho, que ecoava facilmente nas longas e silenciosas cavernas.

A construção certamente já tinha visto dias melhores, já que tudo estava sujo e empoeirado, denotando que tinha sido abandonada há muito tempo. O que restou dos móveis e tapeçarias, no entanto, revelava claramente que ela pertenceu a alguma família Nobre.

Não demorou muito para que ouvissem uma voz feminina que os convidou a entrarem mais no aposento acima da grande escada que estava numa das salas principais. Logo eles encontraram a dona da voz, uma jovem Drow fantasma que vagava pela casa. Ainda que morta-viva, a outrora Drow demonstrava educação e bondade. Lino e Barbárius conversaram com ela, que disse não lembrar seu verdadeiro nome, mas revelou que o último nome que a chamavam era Eden.

Eden revelou a Lino o que conhecia de sua história. Disse que outrora não se encaixava na sociedade Drow por ser bondosa em demasia. Apesar disso, casou-se e teve uma filha. No entanto, foi morta por seu marido e sua filha lhe foi tirada. O destino da filha era desconhecido, mas ela desconfiava que fosse o elo que a mantinha como morta-viva. Eden também revelou que havia outros ocupantes na casa.

Enquanto conversavam, Darth decidiu explorar o resto da casa e acabou vítima de um veneno emanado por uma armadilha em um dos baús que estavam num dos quartos.
Logo o grupo conheceu as outras ocupantes da casa. Uma Banshee que Eden dizia ser sua prima, embora a criatura não emitisse qualquer som e a bela Tamyres, uma vampira que possuía traços de maldade, como Lino conseguiu sentir.

Foi só então que descobriram também que alguma força misteriosa impedia que as três mortas-vivas pudessem sair dos arredores da casa, por mais que tentassem. A razão disso era desconhecida pelas três, embora desconfiassem que talvez houvesse alguma relação com a criatura que mandou o grupo até ali. Eden desconfiava que a criatura era um Dragão das Sombras.

O destino a seguir então se tornou incerto e confuso para eles.

Dorbaldor achava que eles deveriam deixar as criaturas, já que não podiam fazer nada por elas, enquanto Lino estava dividido entre ajudar Eden a rever sua filha e destruir Tamyres, embora isso se confundisse entre a promessa feita a criatura que os mandou ali e seu dever como Paladino. Darth queria matar a Banshee e Tamyres, deixando Eden viva, enquanto os outros ainda estavam confusos sobre o que acreditar. Natana, Sedéria e Dóris apenas observavam, sem dar qualquer opinião.

Muita discussão se formou entre eles, de forma que fosse difícil definir claramente o que fazer, ainda que as três mortas-vivas quisessem ser soltas. Elas não podiam fazer muito, no entanto. O grupo então discutiu por vários minutos, sem definir um caminho claro a se seguir, além de claramente demonstrar que Dorbaldor e Oskar não gostavam muito da presença de Darth.

Uma das possibilidades levantadas por eles era procurarem por alguma pista sobre o paradeiro da família de Eden, embora ela dissesse que já tinha olhado por toda a casa e não tivesse descoberto nada. Decidiram tentar, já que as decisões ainda eram nebulosas. Após começarem a procura e toparem com uma armadilha que libertou um Elemental do fogo, acabaram por se desmotivar e decidiram sair da casa, ainda que o destino a seguir ainda fosse incerto. Lino perguntou à Natana se ela poderia os levar de volta e talvez procurar por outro caminho, o que ela disse ser possível.

Então saíram da casa, deixando para trás Eden e as outras, sem saber por que estavam presas à aquele local. Teria isso a ver com o Dragão? Magia? Ou…?

Os caminhos a seguir e até mesmo a forma de se decidir o que o grupo deveria fazer foram questionados e tudo ficou mais complexo.

Teria a criatura que os mandou matar os mortos-vivos apenas feito um mero pedido ou aquilo era parte de algo maior? Teria ela algo relacionado com Eden e as mortas-vivas?

Uma grande nuvem de mistério parecia encobrir a tudo…

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kio

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