Crônicas subterrâneas

Décimo-quarto jogo, 05/07/2009

O mundo de Fórgus - Parte 1

Precisando esperar até o dia seguinte para partir, o grupo pediu ao guia Táris para indicar uma estalagem. Ele então explicou que os preços das várias estalagens eram bastante distintos, variando do mais barato ao exorbitante, o que reduzia bastante as opções do grupo, que continuava com pouco dinheiro. A solução foi ir para uma estalagem de um Anão que compartilhava os poucos quartos entre vários clientes, tipo de estadia famoso na cidade.



No quarto que alugaram acabaram encontrando pessoas de diferentes tipos. Dentre eles uma jovem e seu protetor, um Drow ferido e até uma simpática viajante de uma cultura distante, chamada Nedine. Com longos cabelos brancos e pele clara, ela dizia vir de um distante plano que ela traduziu para a língua comum como “Terra das esmeraldas”. Ela contou a eles que estava fazendo um estudo sobre portais que, quando concluído, seria parte do teste que era imposto por sua raça para ser aceita no mundo dos adultos. E durante a longa conversa, mencionou também algumas outras coisas curiosas sobre sua cultura, como a forma que tinham para se alimentar, – através de um acordo com plantas inteligentes que lhes forneciam nutrientes – as estranhas esferas inteligentes que circulavam a cabeça de todos jovens e adultos de seu povo e até sobre o único deus de sua religião, que não permitia qualquer tipo de oração ou imagem em sua homenagem. Enquanto isso, Barbárius comprou uma bebida de gosto duvidoso dentre os inúmeros vendedores de diversas coisas, espalhados por toda parte dos ladrões.


Depois de descansarem e se prepararem, foram então ao encontro do capitão, que já os esperava para prosseguir. Sem muita demora, logo estavam no Plano que ele havia mencionado, Krynn.


Após a chegada quase cômica, já que o portal se abria sobre a água, logo presenciaram a chegada do exótico barco do Capitão, que era feito de metais e correias interligados por estranhas engrenagens. O barco parecia se assemelhar a um Dragão Negro e era movido por uma estranha e barulhenta engrenagem, que gerava bastante fumaça. Após subirem à bordo, o capitão os apresentou aos poucos tripulantes que lá estavam: Dentre eles estavam os irmãos Navram, três irmãos Gnomos que pareciam ter transformado quase todo o barco num conjunto de engrenagens movidas a alavancas e botões de acesso de complexidade razoável. Além deles, estava também Vitélia, a esposa do capitão e sua filha Nashir, que acabou se revelando uma Elfa aquática, o que deixou o grupo um tanto curioso, já que ele e a esposa eram meio-elfos… O capitão então explicou que tinha adotado a pequena Elfa quando a encontrou abandonada em uma de suas viagens.


Vitélia ofereceu a eles quartos e comida, para que se preparassem enquanto o navio seguia. Fórgus disse a eles que estava indo para uma cidade portuária próxima, chamada de Porto das Estrelas (Starporth), mencionando também que, provavelmente logo seria encontrado por algum de seus muitos inimigos…


Enquanto viajavam, notaram que o barco era cheio de modificações feitas pelos irmãos Gnomos. Apesar de muitas delas parecerem ser complexas e desnecessárias, não havia dúvida de que eram um tanto quanto exóticas, muitas também pareciam ser bastante perigosas.
Após algumas horas de navegação, chegaram à cidade e logo já encontraram um grupo de guerreiros que cercaram o grupo e o capitão. Um homem de armadura parecia ser o mais experiente do grupo, mas logo ouviram uma voz feminina, que saudava Fórgus de forma sarcástica, perguntando a ele sobre alguma coisa que ele provavelmente teria (ou não?) encontrado. Mas não houve muita conversa, já que logo a mulher mandou que atacassem o grupo e uma batalha se iniciou…

Continua…

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kio

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